PROJETOS

Interferência de diferentes frequências sonoras em orquídeas Catasetum fimbriatum

Alunos: Marcelo Garbelini e Vitória Brinker
Profª. Orientador(a): Nilce de Ângelo e Fernando C. De Domenico
Profª Coorientador(a): Sandra M. Rudella Tonidandel

Ano: 2016

Premiações

Descrição

O estudo dos efeitos que frequências sonoras possam ter sobre um organismo foi em geral, no passado, tratado como um tema polêmico (Petraglia, 2008). O objetivo deste trabalho é analisar os mecanismos de ação envolvidos nesses efeitos e se é possível estabelecer uma relação entre processos vibratórios resultantes da exposição a diferentes frequências sonoras em um organismo vegetal. Primeiramente, foi realizado um levantamento das pesquisas já desenvolvidas sobre o tema, explorando seus dados e sua metodologia. Depois, foi definido nosso objeto de estudo: a Catasetum fimbriatum, planta pertencente à família Orchidaceae, com mais de 800 gêneros e aproximadamente 25000 espécies (Kcrbauy, 2000; Crescenti, 2002). Seu hábito é epífito e sua reprodução baseia-se na produção de milhares de sementes no interior de cápsulas, cuja germinação depende da associação com micorrizas, além de formarem brotos laterais. Com a pesquisa realizada percebemos que tanto em áreas rurais quanto nas áreas urbanas os organismos vegetais estão expostos a diferentes frequências sonoras, como as de seus polinizadores, sons de motores de carro e vários outros. Todos os seres vivos se relacionam com o ambiente ao seu redor, interagindo com os componentes abióticos, tais como umidade, luz, temperatura e gravidade, e com outros organismos vivos (Greenfield, 2002; Reguera, 2011; Aggio et al., 2012; Gagliano, 2012). Então como o som, um fator abiótico, interageria com as orquídeas da espécie Catasetum fimbriatum? Para descobrimos, será feito um experimento com três grupos. Em cada grupo a Catasetum fimbriatum será exposta a uma frequência sonora diferente e será investigado seu efeito nas mesmas. Para os três experimentos, serão utilizadas câmaras acusticamente isoladas e caixas de som que irão emitir diferentes frequências sonoras. Ainda não se pode observar os resultados, já que os experimentos ainda não foram realizados, porém com os resultados que iremos obter pretendemos auxiliar na elaboração de novas técnicas agrícolas com a utilização de diferentes frequências sonoras e na criação de campanhas de conscientização da população que visam minimizar eventuais efeitos negativos da poluição sonoras.

Palavras-chave: frequências sonoras, células vegetais, vibrações acústicas, tecidos vegetais, som, orquídeas, Catasetum fimbriatum