PROJETOS

Influência da intensidade luminosa na clonagem de Catasetum fimbriatum à temperatura de 5C

Alunos: Gisele Sartini Guaraldo, Giulia Santoro e Luís Felipe de Faria França
Profª. Orientador(a): Nilce de Angelo
Profª. Coordenador(a): Sandra Maria Rudella Tonidandel

Ano: 2013

Premiações


Descrição

          A família Orchidaceae é a mais numerosa e variada do reino vegetal e é muito valorizada por diversos motivos. No entanto, as plantas dessa família apresentam dificuldade de multiplicação e demoram a atingir a idade adulta, quando produzem flores. Tudo isso, somado ao extrativismo exagerado, fez com que muitas espécies de orquídeas entrassem em extinção. O cultivo in vitro tem sido uma boa opção para os produtores. Esse método proporciona maior facilidade em produzir plantas em um período curto de tempo e em larga escala. Assim, pode-se suprir, entre outros fatores, a elevada demanda comercial e, o que é mais importante, produzir plantas destinadas ao reflorestamento de espaços desmatados. No entanto, esse tipo de cultivo apresenta custo elevado, além de exigir rigoroso controle técnico dos laboratórios produtores. Nosso trabalho tem por objetivo criar protocolos mais acessíveis, visando o aumento da produtividade e a redução de custos, especialmente para produtores de regiões em que os invernos são muito rigorosos.
Nosso experimento constituiu-se em clonar plantas da espécie Catasetum fimbriatum e, em seguida, inocular as gemas em meio de cultura USP autoclavado, que foi preparado em nosso laboratório. As matrizes das plantas utilizadas foram doadas pelo Laboratório de Fisiologia Vegetal da Universidade de São Paulo. Foram utilizados 24 frascos no experimento e, a cada um deles, foi acrescentado 50 ml do meio de cultura. Em seguida, foram inoculadas, em fluxo laminar, 5 plantas em cada frasco. Os frascos foram encapados com cartolina preta e separados em 4 grupos, sob diversos tratamentos, sendo eles: 1) escuro total, totalmente encapados, sem nenhuma entrada de luz; 2) frascos encapados com entrada de luz por um quadrado de 0,5 cm de aresta; 3) frascos encapados com entrada de luz por um quadrado de 1,0 cm de aresta ; 4) frascos não encapados (controle), que permaneceram no claro. Esses frascos foram então colocados na geladeira e as plantas deixadas para estiolar à temperatura de 5 C, submetidas a fotoperíodo de doze horas. Após três meses o experimento foi desmontado. Os parâmetros usados para avaliar nossos resultados foram: comprimento e massa fresca das plantas. Como resultados inéditos para este gênero de orquídeas, pudemos verificar que quando submetidas a baixas temperaturas, o estiolamento foi inibido. Além disso, a baixa temperatura pareceu conservar e (ou) permitir a produção dos pigmentos fotossintéticos nas plantas submetidas ao escuro e inibir sua síntese nas plantas mantidas no claro.