PROJETOS

Etologia Canina: Um estudo sobre o estresse

Aluna: Ângela Perrone Barbosa.
Profa. orientadora: Luciana Bastos Ferreira.
Profa. Co-orientadora: Sandra M. R. Tonidandel.
Ano: 2011.

Premiações

 

Descrição

O enriquecimento ambiental é um conjunto de técnicas que vêm sendo utilizadas para diminuir o estresse em animais de cativeiro, e não é muito empregado em animais domésticos. A importância do presente projeto encontra-se no fato de propor melhorias para a qualidade de vida de cães, o que é uma grande inovação, uma vez que não foram encontradas pesquisas sobre a utilização dessas técnicas nestes animais. O objetivo do trabalho é descobrir como e quanto o estresse canino pode ser amenizado ou eliminado por meio de técnicas de enriquecimento ambiental.

A avaliação do estresse dos cães utilizados na pesquisa foi feita por meio de um questionário para o dono e por meio da análise de um etograma. Este foi construído tomando como base filmagens que foram realizadas diariamente na moradia do animal e referências bibliográficas para outros canídeos. Após essa avaliação, foram propostas três intervenções: i, uma caixa interativa com cheiros, desenvolvida no presente estudo; ii, exercícios físicos diários; e iii, brincadeiras com o dono. Foi realizada uma pausa de sete dias entre cada proposta de enriquecimento.

O cão foi filmado durante e após as diferentes propostas realizadas e seu comportamento foi registrado e analisado, de forma qualitativa e quantitativa, com o auxílio do etograma. A avaliação do estresse de um dos cães será apresentada em gráficos, bem como quanto cada técnica utilizada afetou o animal. O primeiro objeto de estudos, uma cadela da raça maltês, apresentou vários sinais de estresse, como por exemplo, lambedura excessiva nas patas dianteiras. Por esse motivo a cadelinha tem que usar um colar cônico no pescoço para evitar que se lamba. Outro sinal de estresse é o longo período de inatividade (parado com olhos fechados) que o animal apresenta. O cachorro passa muitas horas sozinho em sua residência, e durante esse período não realiza atividades básicas, como comer ou defecar.